nafbeiraserra.blogspot.com: Início | Localização da Sede | Contactos | Fórum NAFBS

.
O mais recente lote de árbitros internacionais da UEFA teve a oportunidade de mostrar que está à altura das exigências, no primeiro dia do 17º Curso de Iniciação da UEFA para Árbitros Internacionais, no Chipre.
.

Teste físico
Trinta e quatro árbitros (entre os quais o luso Carlos Xistra), oriundos de 26 diferentes países da Europa, juntaram-se em Limassol para este curso, com a duração de três dias, organizado em cooperação com a Federação Cipriota de Futebol, e que neste primeiro dia se baseou no teste físico da FIFA. "Trata-se de uma oportunidade para provar à UEFA que se está pronto para dirigir jogos internacionais", afirmou Yvan Cornu, responsável máximo da UEFA pela arbitragem, aos juízes presentes. "Para vocês, este curso constitui o início de uma nova carreira internacional".
.
Dez voltas completas
O professor Werner Helsen, membro do Painel de Instrutores de Árbitros da UEFA, supervisionou o teste físico, que decorreu sob um céu azul no Estádio Centro de Ginástica de Zenon, do AEK Larnaca FC, da primeira divisão do Chipre. "Um teste físico é uma ponte para as prestações futuras e não uma barreira", foi a mensagem deixada por Helsen, que monitoriza a condição física dos principais árbitros da UEFA. O teste foi composto por duas partes: primeiro uma série de seis "sprints" de 40 metros em menos de 6,20 segundos e depois 20 corridas de 150 metros em menos de 30 segundos a ritmo acelerado, intercaladas com caminhadas de recuperação de 50 metros em 35 segundos, de forma a perfazer dez voltas completas ao campo.
.
Balanço de Helsen
Cada árbitro envergou um aparelho de monitorização do ritmo cardíaco, para ajudar a avaliar a sua prestação e resultados, que foram mais do que satisfatórios - 32 dos 34 presentes passaram o teste. "Os novos árbitros internacionais pareciam em forma, e efectivamente estavam. Quando comparamos os resultados do tempo médio de 5,64 segundos realizado nos 'sprints' [de 40 metros], com os resultados verificados no anterior curso em que estive envolvido, no ano de 2005, é excelente", destacou Helsen, que vai dar aos árbitros presentes programas de treino especialmente à medida de cada um, para estes levarem consigo.
.
O mais bem posicionado possível
Para sublinhar a importância destes testes físicos, foram exibidas aos árbitros presentes estatísticas dos primeiros cinco meses da presente temporada da Premiership. No principal escalão do futebol inglês os árbitros passaram 25% dos encontros em actividade física de alta intensidade, e aqueles que apresentaram melhor desempenho nos testes físicos correram mais 46% de terreno a alta velocidade que os seus colegas, e 88% mais de terreno a "sprintar". Helsen acrescentou: "O mais importante são as decisões técnicas que têm de tomar, mas queremos deixar claro que o aspecto físico é determinante para ajudar a estar o mais bem posicionado possível e ajuizar o lance de forma acertada".
.
Teste de inglês
Depois de uma palestra adicional sobre prevenção de lesões, os 34 árbitros - seleccionados pelas suas federações nacionais - terminaram o dia com a realização de um pequeno teste linguístico, que consistiu numa discussão informal em inglês com os membros do Comité de Arbitragem da UEFA. O 16º Curso Avançado da UEFA para Árbitros de Elite e Primeira Categoria vai ter início esta terça-feira.
.
in www.uefa.com

Respeito e protecção vão ser as palavras-chave para os árbitros de elite da UEFA, quando recomeçarem as competições europeias de clubes, dentro de uma semana.
.
Mensagem clara
A mensagem deixada no 16º Curso Avançado da UEFA para Árbitros de Elite e Primeira Categoria, que decorreu esta semana em Limassol, no Chipre, foi clara: os árbitros devem proteger os futebolistas das jogadas maldosas - como as entradas duras ou os agarrões dentro da grande área - e a imagem do futebol, em particular em caso de confrontos entre jogadores.
.
Respeito
A importância de manter o respeito foi também largamente sublinhada, com os árbitros a serem aconselhados a não hesitar em sancionar os jogadores que desrespeitem a sua autoridade. Para além destas decisões relativas ao que se passa dentro do relvado, a UEFA tomou ainda a medida de pedir a um dos árbitros assistentes que supervisione o que se passa nos túneis de acesso, para garantir o bom comportamento dos jogadores quando abandonam o campo no intervalo e no final da partida.
.
Atenção às entradas
Esta reunião anual dos árbitros europeus de topo serviu para efectuar uma análise da temporada até ao momento e dar algumas instruções para o que resta da época. O grupo de 52 árbitros passou várias horas a observar ocorrências da fase de grupos da UEFA Champions League, sendo que um aspecto analisado com especial atenção foram os "carrinhos" - em especial as entradas altas e despropositadas, que colocam em risco a saúde dos adversários.
.
Pé alto
Depois de observarem uma série de entradas onde os árbitros optaram por não exibir o cartão vermelho, estes foram relembrados que tais entradas - em particular as com o pé alto - merecem expulsão imediata. O dirigente máximo da arbitragem da UEFA, Yvan Cornu, explicou esta posição: "De acordo com as Leis de Jogo, a única sanção possível é o cartão vermelho, caso se trate de uma entrada dura que possa colocar em perigo a integridade física do adversário. Lembramos também a importância de estarem bem posicionados, o que ajuda a avaliar a gravidade da infracção, e a importância do trabalho de equipa. Se uma entrada ocorrer longe dos olhos do árbitro principal, cabe aos seus assistentes alertarem para a gravidade da falta cometida".
.
Evitar confrontos em massa
Os jogadores correrão também sérios riscos caso se envolvam em confrontos em massa, aspecto que preocupa cada vez mais o órgão máximo do futebol europeu. Quem decidir correr metade do campo para se envolver em confrontos deve pensar duas vezes, uma vez que os árbitros têm ordens para exibir de imediato o cartão amarelo. "Esperamos que os árbitros cheguem rapidamente ao local, para evitar confrontos em massa", acrescentou Cornu. "Mas se as coisas se agravarem e passarem de ligeiros contactos físicos para actos de agressão, então esta conduta tem de ser punida com o cartão vermelho".
.
Agarrões e puxões
Os árbitros foram aplaudidos pelos seus esforços em terminar com os agarrões e puxões dentro da grande área e foram aconselhados a continuarem a fazê-lo. As instruções da UEFA foram para dar apenas um aviso e, caso os jogadores persistam nesta infracção, exibir o cartão amarelo e assinalar o respectivo pontapé livre ou penalty. Outro aspecto em que os árbitros foram encorajados a não hesitar foi no caso de não serem respeitados na formação das barreiras aquando de um livre directo: se os jogadores continuarem a ignorar o árbitro após um primeiro aviso, devem ser admoestados com o cartão amarelo.
.
Protestos não são aceitáveis
A posição da UEFA no que toca ao respeito é clara e as equipas que se preparam para retomar a sua participação na UEFA Champions League e na Taça UEFA devem estar conscientes de que os protestos não serão tolerados: "Devem garantir que os jogadores percebem que os protestos não são aceitáveis, e não apenas no que se refere a palavras, mas também no que toca aos gestos", alertou Hugh Dallas, um dos instrutores dos árbitros presentes. "Não é apenas durante os 90 minutos que os jogadores têm de manter padrões de conduta aceitáveis. A UEFA espera que a decisão de ter um árbitro assistente nos túneis de acesso ajude a assegurar que não se voltam a verificar confrontos entre os jogadores no regresso aos balneários. Acima de tudo, a imagem do futebol precisa de ser protegida".
.
in www.uefa.com

"Senhores, temos o dever de proteger os jogadores". Foi esta a mensagem deixada aos novos árbitros pelo instrutor Hugh Dallas no terceiro e último dia do 17º Curso de Iniciação da UEFA para Árbitros Internacionais, em Limassol, Chipre, esta quarta-feira.
.
Braços e cotovelos
Dallas, membro do Comité de Arbitragem da UEFA, disse aos delegados que "os jogadores têm de se sentir seguros dentro de campo", enquanto lhes pediu que analisassem imagens vídeo com exemplos de entradas em falta, simulações por parte dos jogadores e confrontos envolvendo vários jogadores. "Arbitrar é muito complicado", alertou Dallas, destacando as suas preocupações relativas ao crescente número de incidentes envolvendo o uso dos braços e dos cotovelos: "Estamos a ver um cada vez maior uso dos braços e dos cotovelos, por isso tenham muita atenção. Pedimos aos árbitros que julguem o uso dos braços e dos cotovelos, e se os jogadores os usam como uma arma ou um instrumento, puni-los como tal", acrescentou Dallas, que pediu ainda aos árbitros para terem atenção aos agarrões e para não hesitarem em exibir cartões amarelos no caso dos jogadores ignorarem o primeiro aviso.
.
Conclusões
Os árbitros, cujo dia começou com uma sessão de treinos no Estádio GSP de Nicósia, receberam depois algumas indicações sobre os preparativos para um jogo das competições da UEFA, dadas pelo árbitro inglês de elite Mike Riley, que falou de vários aspectos, desde a importância de levar o equipamento na bagagem de mão a dicas sobre preparação mental e táctica. O curso terminou com Dallas a desejar felicidades aos árbitros presentes, que embarcam agora para as suas carreiras como internacionais. "Têm uma oportunidade fantástica, por isso dêem o vosso melhor", concluiu.
.
Responsabilidade dos árbitros
Os seus colegas mais experientes, presentes no 16º Curso Avançado da UEFA para Árbitros de Elite e Primeira Categoria, passaram parte do dia a rever e analisar decisões tomadas durante a primeira fase da UEFA Champions League. A mensagem para eles foi a mesma. "É responsabilidade do árbitro proteger os jogadores das jogadas maldosas", foram as palavras transmitidas durante a sessão de vídeo que decorreu de manhã e onde a análise se centrou nos desarmes em falta, nos agarrões e puxões e nos confrontos entre jogadores dentro de campo.
.
Gerir as decisões
Os árbitros de elite debateram também o lado mental do seu trabalho durante uma apresentação realizada pelo psicólogo do desporto Mattia Piffaretti, que pediu que analisassem as consequências - positivas e negativas - das suas decisões durante os jogos e o stresse que estas acarretam. "Cada jogo implica a tomada de muitas decisões e o mais importante de tudo é saber gerir essas decisões", referiu Piffaretti. "Tomar decisões é como rodar uma chave que abre a porta para um novo cenário". As dúvidas pessoais podem ser uma consequência, mas Piffaretti vai dar aos árbitros algumas estratégias para os ajudar a terem uma resposta positiva para estas situações.
.
in www.uefa.com [texto com supressões]

...

Renato Carvalho (AA2), Pinto Nunes (Árb) e Filipe Rainha (AA1) no derby de Juniores, GD Tabuense vs ARM Vila do Mato, no passado Sábado 9/02/2008. Fotos cedidas por José Carlos Rodrigues.


Condições de Admissão ao Curso
.
Ficha de inscrição de Futebol de Onze
.
Ficha de Inscrição de Futsal

.
Nota: Se viver em Oliveira do Hospital ou no conselho, pode fazer as suas inscrições com os elementos do NAFBS, através dos seguintes contactos:
.
:: José Carlos Rodrigues - 961 667 181
:: Carlos Costa - 936 505 902
:: e-mail: nafbeiraserra@hotmail.com

O árbitro tailandês, Prakong Sukguamala, foi suturado com cinquenta (!) pontos após ter sido agredido por jogadores do Kuiburi FC na derrota por 1-4 frente ao Kasem Bundit. Os jogadores do Kuiburi não gostaram da expulsão de três colegas durante o encontro e decidiram mostrar a sua indignação atacando o árbitro no balneário. Sukguamala foi agredido com vários socos e pontapés tendo sido necessária a intervenção da polícia. Já no hospital, Sukguamala insistiu que a sua arbitragem foi isenta e avançou com uma denúncia na Federação Tailandesa de Futebol contra os agressores.

O juiz leiriense vai participar no seminário em referência, para árbitros de Elite, que se vai realizar nas Ilhas Canárias, de 12 a 15 de Fevereiro.
Fonte: www.fpf.pt

Os principais árbitros europeus mostram-se a favor da introdução de tecnologia da linha de golo, de forma a eliminarem-se as dúvidas sobre se a bola terá, ou não, entrado na baliza.
.
Esta foi a resposta unânime que os árbitros deram ao director técnico da UEFA, Andy Roxburgh, durante uma sessão de discussão que decorreu no primeiro dia do 16.º Curso Avançado da UEFA para Árbitros de Elite e Primeira Categoria, que decorreu em Limassol, no Chipre. Contudo, se os mesmos concordaram com o uso de tecnologia da linha de golo, opuseram-se, por outro lado, ao uso de tecnologia vídeo no relvado e à presença de um monitor para servir de auxílio ao quarto árbitro. O director técnico da UEFA, Andy Roxburgh, lembrou os receios do Presidente da UEFA, Michel Platini, naquilo que poderão ser as "constantes interrupções", além de ter concordado com os árbitros na sua oposição a monitores com imagens vídeo na zona técnica. "Temos de nos certificar que não temos monitores nos bancos em jogos da UEFA Champions League, da Taça UEFA e em Europeus", afirmou o dirigente. O International Board já se pronunciou contra o uso de monitores de vídeo e a UEFA acredita que tal deverá ser levado em conta não só nas suas competições, como também nas restantes. Quanto à introdução geral dos ecrãs gigantes, alguns árbitros não esconderam os seus receios. "Não nos ajuda termos as repetições em pleno estádio", afirmou o inglês Mike Riley, enquanto o eslovaco Lubos Michel revelou que a sua concentração foi afectada pelo facto de as repetições terem sido exibidas durante um jogo no Mundial de 2002. Quanto ao uso de tais ecrãs no Euro'08, Andy Roxburgh explicou: "Serão estabelecidos controlos de forma a minimizar qualquer possível problema".

Vítor Pereira fez um «balanço positivo» das arbitragens aos jogos da primeira volta da Bwin Liga e da Liga Vitalis, destacando, acima de todos os factores, o aumento do tempo útil dos jogos e do decréscimo do número de cartões exibidos. O dirigente deixou, no entanto, um alerta, pedindo maior rigor aos árbitros auxiliares nas situações de fora-de-jogo. Segundo o responsável pela arbitragem, nos jogos da primeira volta, em matéria disciplinar, no total das situações registadas pelos observadores, notaram-se apenas três por cento de decisões erradas em relação a cartões amarelos e de dez por cento em relação aos vermelhos. Números «lisonjeiros» para Vítor Pereira.
«Tem havido menos cartões e isso deve-se ao bom comportamento dos jogadores e à acção dos árbitros que têm indicações para aumentarem o tempo útil de jogo e proteger os jogadores mais tecnicistas. Com menos faltas e menos interrupções, aumenta o tempo útil de jogo», referiu no final da segunda Acção de Avaliação e Aperfeiçoamento dos Árbitros que decorreu esta terça-feira em Tomar. Apesar do balanço positivo, continuam a chover críticas todas as semanas da parte dos dirigentes. «Se viermos cá daqui a cem anos, vão continuar a haver críticas. A única coisa que podemos fazer é tentar diminuir a margem de erro», comentou Vítor Pereira, salientando a forte aposta que a Comissão de Arbitragem está a fazer em centros de treinos e na criação de melhores condições para os árbitros. «Umas críticas são justas, outras não. A verdade é que cada equipa tem três resultados possíveis, mas os árbitros têm 32 resultados possíveis», prosseguiu, deixando claro que, apesar de tudo, também regista uma melhoria nas relações institucionais com os clubes. «Aos poucos os dirigentes estão a entender o que é melhor para o jogo. A tolerância tem sido grande, o entendimento e a confiança têm aumentado progressivamente», acrescentou. Apesar de tudo, foram registados erros graves, mas Vítor Pereira preferiu não especificar. «Os erros mais graves são todos aqueles que influenciam os resultados, não houve um, houve vários», contou sem ter os números concretos à sua disposição. Nesse sentido foi feito um alerta especial aos árbitros auxiliares em relação à lei do fora-de-jogo. «Verificámos que os assistentes não decidem correctamente quando não estão rigorosamente em linha com o penúltimo defesa. Deixámos um alerta para essas situações», acrescentou. A falta que resultou no golo do F.C.Porto frente ao Sporting no Estádio do Dragão, por um alegado atraso a Stojkovic, foi um dos casos mais comentados da primeira volta, mas para Vítor Pereira não existe polémica. «O que diz a lei nessas situações, como a mão na bola, é que compete ao árbitro aferir a intenção do jogador. Naquele momento Pedro Proença interpretou o lance como um passe e marcou falta, não há nada a dizer», destacou. Vítor Pereira referiu-se ainda a introdução do sistema de comunicação áudio, vulgo auricular, considerando que a sua utilização está a ser «mais eficaz», apesar dos árbitros estarem ainda em período de adaptação e afinação até ao final da temporada.

Os árbitros da Liga profissional de Futebol estão em plena forma. Pelo menos foram esses os resultados dos testes físicos, incluídos na segunda acção de avaliação e aperfeiçoamento dos árbitros, que os juízes da bola realizaram esta terça-feira em Tomar, classificados por Vítor Pereira como «os melhores de sempre». Os árbitros também passaram com sucesso nas provas escritas com uma média de 86,5 por cento, uma média «francamente boa» para o presidente da Comissão de Arbitragem. Mais de setenta árbitros e árbitros assistentes estiveram reunidos, ao logo do dia, em Tomar, para cumprir a bateria de testes que está prevista nos regulamentos. A parte da manhã foi dedicada aos testes físicos, com todos os intervenientes a realizarem o máximo dos percursos previstos, que inclui velocidade de ponta, com 5.40 segundos aos 40 metros, e mais 150 metros intervalados com mudanças de velocidade. Entre um mínimo de dez voltas e um máximo de quinze, todos realizaram o máximo.Vítor Pereira fez questão de destacar a boa forma física que os árbitros exibiram ao longo dos testes que resultaram apenas numa baixa: o árbitro assistente André Campos lesionou-se na prova de velocidade e já não completou o circuito.Os resultados dos testes escritos, agora com um novo formato inovador, ao estilo americano, com respostas múltiplas, também deixaram o responsável pela arbitragem satisfeito, com as notas a revelarem uma média alta de 86,5 por cento.A grande maioria dos árbitros da Liga completou, assim, os testes exigidos pelos regulamentos, mas nesta acção notou-se a ausência de alguns dos árbitros mais credenciados que, mais tarde ou mais cedo, também vão ter que os realizar. São os casos dos árbitros internacionais Olegário Benquerença, Carlos Xistra, Lucílio Baptista e Pedro Proença, todos a participar num curso para árbitros da UEFA que está a decorrer no Chipre. Duarte Gomes, nomeado pela UEFA para o Israel-Roménia desta quarta-feira, também não pôde estar presente. Bruno Paixão e mais quatro assistentes, apontados para os jogos do Torneio Internacional do Vale do Tejo também só realizaram os testes escritos.
.
in Mais Futebol

O juiz internacional Olegário Benquerença vai estar presente de 11 a 16 deste mês, em Las Palmas (Espanha), no curso de árbitros pré-seleccionados pela FIFA para o Mundial de 2010.
Olegário Benquerença, o único português que faz parte do grupo de elite da FIFA, inclui um conjunto de 54 árbitros, sendo que 20 são juízes europeus. Durante seis dias, os árbitros pré-seleccionados pela FIFA serão submetidos a rigorosas provas. A avaliação feita pelos responsáveis máximos pela área de arbitragem da FIFA passa por diversas provas de avaliação, entre as quais testes físicos, treinos técnicos, testes de inglês e de leis de jogo.Recorde-se que Olegário Benquerença é o único juiz português presente no Campeonato da Europa deste ano (sucedendo a Lucílio Baptista que esteve no Euro'04 efectuado em Portugal), a realizar na Áustria e na Suíça. O árbitro natural de Leiria (o mais novo dos 20 que estarão presentes nesta competição) participará neste certame na condição de quarto árbitro.

Olegário Benquerença, Lucílio Baptista, Pedro Proença e Carlos Xistra vão participar no curso da UEFA para Árbitros de Elite, 1ª Categoria e Novos Internacionais.
A referida iniciativa vai decorrer de 4 a 8 de Fevereiro, no Chipre, e envolve os principais árbitros europeus e os mais recentes internacionais, naquela que será a última preparação de Inverno promovida pela UEFA antes do arranque de um período de vários meses que se revelará de especial importância para os juízes.

(Clique na imagem para ampliar)

Domingo, o dia começa bem cedo, sete da manhã e o telemóvel já vibra sobre a madeira da mesinha de cabeceira e emite aquele som enervante do despertador, que parece que entra pela “cabeça dentro” e abana tudo o que tenho dentro dela. Logo um mau acordar! Esta vontade de permanecer na cama até mais tarde é devido às horas que estive a “remoer a nega” que dei ao pessoal, que me convidou para sair na noite anterior para ir beber um copo, mas tinha que me levantar cedo...
Depois de muito esforço lá me levanto e tomo um duche refrescante que me “abre os olhos”, visto, peça a peça, o fato com muito cuidado, faço o nó da gravata (o melhor que sei), pego no saco, já preparado no dia anterior, e lá entro eu para o carro, já atrasado e, portanto, tenho que pagar a respectiva multa, estipulada pela equipa (equipa de quê? Estará a perguntar….) de arbitragem, pois todo este esforço feito ao sábado à noite e no Domingo de manhã é devido a uma paixão que tenho, o futebol, neste caso, a arbitragem desta modalidade desportiva.
Partimos em direcção ao campo onde teremos o primeiro jogo do dia, e já não há muito tempo para lá chegarmos pois com a paragem para o pequeno-almoço, no “local da praxe”, o tempo escasseia. Uma hora antes do início jogo lá estamos nós, todos de fato e gravata igual, como uma verdadeira equipa que somos.
Depois de sabermos a cor dos equipamentos das equipas que se vão defrontar, escolhemos o nosso, pois tem que ser compatível. Recebemos os delegados de ambas as equipas, que nos vêm trazer as licenças desportivas dos seus jogadores e vamos fazer o nosso aquecimento no terreno de jogo. Voltamos à cabine e vestimos a camisola com o símbolo da instituição que representamos ao peito. Apetrechos nos bolsos, nomeadamente: cartões, caneta, moeda de sorteio e apito e para o árbitro assistente a respectiva bandeira. A chamada aos jogadores é concluída e voltamos pela última vez à cabine para deixar as licenças e para o momento fulcral, o unir das nossas mãos e desejar força e boa sorte aos três, é o nosso “grito de guerra”.
Entram as três equipas perfiladas para o terreno de jogo e depois da saudação segue-se o sorteio, “campo ou bola”; os árbitros assistentes vêem as redes das balizas, tomam as suas posições e o árbitro dá inicio ao jogo! Durante o tempo regulamentar, infelizmente, qualquer erro, seja este do guarda-redes que sofreu um “frango” ou do treinador que errou numa substituição, aos olhos do público, o árbitro é que tem culpa da equipa estar a perder. Não digo que nós não erramos muitas vezes, somos humanos, mas não temos culpa de tudo, não somos o “saco de porrada”, o alvo fácil onde o cidadão vem descarregar ao domingo o stresse de uma semana de trabalho. Nós estamos ali para tentar que se jogue futebol seguindo as regras, não para estragar o desporto, como muitos gritam para dentro do campo. Mas, infelizmente, tivemos que nos habituar a esses apupos.
Acaba o jogo, regressamos à cabine e fazemos as fichas para os clubes e o respectivo relatório do jogo para enviar para a instituição organizadora. Tomamos um banho e partimos em direcção ao campo onde teremos o segundo jogo do dia. Pelo caminho, vamos almoçando, isto é, comemos qualquer coisa para “aconchegar o estômago”, pois não há tempo para almoçar num restaurante. Chegamos ao campo e o ritual repete-se. Final do jogo, mais um duche e partimos em direcção a casa depois de muito esforço físico, e psicológico também. O caminho de regresso serve para apontar as coisas boas e o que melhorar para a próxima semana, é basicamente o momento de reflexão.
Chego a casa e caio na cama depois de um longo dia; rapidamente adormeço! É, para mim, o dia mais cansativo da semana.
Domingo, dia de descanso, mas só para alguns…

.
Tiago Cerveira